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quarta-feira, 8 de março de 2017

Filhos de ABA

Jesus foi criado, em Nazaré, por Maria e José, de acordo com a rigorosa tradição monoteísta da comunidade judaica. Como todo judeu devoto, Jesus orava o "Shema": "Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR" (V. Dt 6:4), três vezes ao dia. Jesus estava envolvido pelo Absoluto, dominado pelo Único, o Eterno, o "Eu sou o que sou".

Em sua jornada humana, ele experimentou Deus como nenhum profeta de Israel jamais tinha sonhado ou ousado sonhar. Jesus era habitado pelo Espírito do Pai e deu um nome a Deus que escandalizou os teólogos e a opinião pública de Israel, o nome que saiu da boca do carpinteiro nazareno foi: "Aba", Paizinho.

As crianças judias usavam essa forma coloquial e íntima com seus pais, e o próprio Jesus a empregou com seu pai de criação, José. Como termo para a divindade, no entanto, não tinha precedentes no judaísmo, nem em qualquer outra das grandes religiões do mundo. Joachim Jeremias escreveu: "Aba, como forma de se dirigir a Deus, é ipsissima vox, uma expressão original, autêntica de Jesus. Somos confrontados com algo novo e estarrecedor. Nesse ponto reside a grande novidade do evangelho".

Jesus, o filho amado, não reserva essa experiência para si mesmo. Ele nos convida, nos chama para compartilharmos da mesma intimidade e do mesmo relacionamento libertador. Paulo escreveu: "Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos:Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus". (Romanos 8:14-16)

A maior dádiva que já recebi de Jesus Cristo foi a experiência com Aba. "Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar" (Mt 11:27). Minha dignidade como filho de Aba é meu conceito pessoal mais coerente. Quando procuro formar uma autoimagem a partir da bajulação dos outros, e a voz interna sussurra: "você chegou, você tem um papel no empreendimento do Reino", não estou formando um autoconceito verdadeiro. Quando me afogo no desalento, e a voz interna segreda: "você não tem nada de bom, é uma fraude, um hipócrita, um diletante", tampouco se trata de uma imagem verdadeira.

***

A ternura é despertada pela segurança de sabermos que somos queridos completa e sinceramente por alguém. A simples presença desse alguém especial numa sala abarrotada causa um suspiro interior de alívio e uma forte sensação de segurança. Experimentar uma presença calorosa, cuidadosa e afetiva faz nossos medos desaparecerem. Os mecanismos de defesa do impostor — sarcasmo, citação dos nomes das pessoas famosas que conhece, hipocrisia, necessidade de impressionar os outros — caem por terra. Nós nos tornamos mais abertos, verdadeiros, vulneráveis e afetuosos. A ternura cresce em nós.

Como você responderia se eu lhe fizesse esta pergunta: "Você acredita honestamente que Deus gosta de você e que não o ama apenas porque teologicamente ele tem de amá-lo?". Se você pudesse responder com uma honestidade visceral: "Ah, sim, sou profundamente querido por meu Aba", você experimentaria, por si mesmo, uma compaixão serena, que se aproxima do significado da ternura.

Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho de seu ventre? Mas ainda que essa viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Isaías 49:15

A Escritura Sagrada sugere que a essência da natureza divina é a compaixão e que o coração de Deus é definido pela ternura. "Graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho dapaz"(Lc 1:78,79).

Com estes atos de amor, Jesus provocou um escândalo entre os devotos e religiosos judeus da Palestina: A coisa absolutamente imperdoável não foi sua preocupação com doentes, aleijados, leprosos, possessos... nem mesmo sua parceria com as pessoas pobres e humildes. O problema real foi que ele se envolveu com falhas morais, com pessoas obviamente irreligiosas e imorais; pessoas política e moralmente suspeitas, inúmeros tipos duvidosos, obscuros, abandonados e desesperançados, existindo como um mal que não pode ser erradicado na periferia da sociedade. Esse foi o escândalo verdadeiro. Ele tinha mesmo que ir tão longe?... Que tipo de amor perigoso e ingênuo é esse, que não conhece seus limites: as fronteiras entre os colegas conterrâneos estrangeiros, membros e não-membros do partido, entre vizinhos e pessoas distantes, entre chamados honrados e desonrados, entre pessoas morais e imorais, boas e ruins? Como se a distinção não fosse absolutamente necessária aqui. Como se não devêssemos julgar nesses casos. Como se pudéssemos sempre perdoar nessas circunstâncias.

A vida de Jesus sugere que ser como o Pai é mostrar compaixão. Donald Gray se expressa assim: "Jesus revela, numa vida excepcionalmente humana, o que é viver uma vida divina, uma vida compassiva".

Deus chama seus filhos a um estilo de vida que contraria a cultura, um estilo perdoador, num mundo que exige olho por olho — ou pior. Mas, se amar a Deus é o primeiro mandamento e amar o próximo prova nosso amor por Deus, e se é fácil amar os que nos amam, então amar nossos inimigos deve ser o brasão que nos identifica como filhos de Deus.

O convite para vivermos como filhos perdoados e perdoadores é radicalmente inclusivo. Dirige-se não apenas à esposa cujo marido esqueceu o aniversário de casamento, mas também aos pais da criança que foi assassinada por um motorista bêbado; à vítima de acusações caluniosas e ao pobre vivendo em caixas imundas que vê o rico passar num Mercedes; aos violentados sexualmente e aos cônjuges envergonhados pela infidelidade de seus companheiros; aos cristãos que foram aterrorizados com imagens blasfemas de uma divindade não bíblica; à mãe que recebeu o corpo de sua filha horrivelmente deformado; aos casais idosos que perderam suas economias porque os banqueiros eram desonestos; à mulher cujo marido alcoólatra desperdiçou sua herança, e aos que são objetos de zombaria, discriminação e preconceito.

As exigências do perdão são tão intimidadoras que parecem humanamente impossíveis. Estão simplesmente além da capacidade da vontade humana carente de graça. Apenas a confiança despreocupada numa Fonte maior do que nós mesmos pode nos dar força para perdoarmos as feridas causadas pelos outros. Em momentos extremos como esses, há apenas um lugar aonde ir - o Calvário.

Fique ali por um longo tempo e observe como o único Filho de Deus morre completamente sozinho numa sangrenta desonra. Observe como ele sopra perdão sobre seus torturadores no momento de sua maior crueldade e impiedade. Naquele monte solitário, fora dos muros da velha Jerusalém, você experimentará o poder curador do Senhor que está morrendo.

Sempre que o evangelho é invocado para diminuir a dignidade de qualquer um dos filhos de Deus, então, é hora de se livrar deste assim chamado "evangelho", a fim de experimentarmos o evangelho. Sempre que Deus é invocado para justificar o preconceito, o desdém e a hostilidade dentro do Corpo de Cristo, é hora de observar cuidadosamente as palavras de Meister Eckhart: "Oro para livra-me de Deus a fim de encontrar Deus". Os estreitos conceitos humanos que temos sobre Deus e o evangelho podem nos impedir de experimentá-los plenamente.

Alan Jones percebeu que "é precisamente entre os que levam sua vida espiritual a sério que residem os maiores perigos".54 As pessoas piedosas são tão facilmente vitimadas pela tirania homofóbica quanto qualquer pessoa.

Minha identidade como filho de Deus não é uma sublimação ou um sapateado na religiosidade. É a verdade central da minha existência. Conhecer a existência da ternura acolhedora afeta profundamente a percepção que tenho da realidade, a forma como reajo às pessoas e às situações em que se encontram.

Como trato meus irmãos e irmãs no dia-a-dia, sejam brancos, africanos, asiáticos ou hispânicos; como reajo às cicatrizes de um bêbado, na rua; como reajo às interrupções de pessoas das quais não gosto; como lido com pessoas comuns, em sua descrença comun, num dia comum mostrará quem sou de fato, de forma mais pungente do que o adesivo "Sou a favor da vida", colado no pára-choque do
meu carro.

***

O impostor começa a se encolher apenas quando é reconhecido, acolhido e aceito. A auto-aceitação, que flui do acolhimento da identidade essencial como filho de Deus, me habilita a enfrentar toda minha transgressão com uma honestidade inflexível, e completo abandono à misericórdia de Deus. Como disse minha amiga, a freira Barbara Fiand: "Integridade é reconhecer a transgressão e ser curado por meio dela".

***

A homofobia e o racismo estão entre as questões morais mais sérias e inquietantes desta geração, e tanto a igreja quanto a sociedade parecem nos limitar a opções antagônicas. A moralidade "vale-tudo" de religiosos e políticos de esquerda é equivalente ao moralismo santarrão da direita. A aceitação não crítica de qualquer uma das linhas partidárias é uma abdicação idólatra à essência da identidade como filho de Deus. Nem o pó mágico liberal nem o jogo pesado dos conservadores se referem à dignidade humana, que sempre está vestida com farrapos.

Os filhos de Aba encontram uma terceira opção. São guiados pela Palavra de Deus e apenas por ela. Todos os sistemas religiosos e políticos, tanto de direita quanto de esquerda, são obras de seres humanos. Os filhos de Deus não venderão seus direitos à primogenitura por nenhum prato de ensopado, seja conservador ou liberal. Eles se apegam à liberdade em Cristo para viver o evangelho — não contaminados pela má qualidade cultural, pelos destroços de naufrágio político e pelas hipocrisias filigranadas das bravatas religiosas. 

A ordem de Jesus para nos amarmos uns aos outros nunca está circunscrita à nacionalidade, ao status, à origem étnica, à preferência sexual ou à amabilidade inerente ao "outro". O outro, aquele que reclama meu amor, é qualquer um a quem estou apto a reagir, como ilustra claramente a parábola do bom samaritano. "Qual destes três, em sua opinião, foi prestativo ao homem atacado pelos ladrões?", perguntou Jesus. A resposta foi: "Aquele que o tratou com compaixão". Jesus disse a eles: "Vão, e façam o mesmo".

"Venha o teu Reino?" O que faz o Reino vir é a sincera compaixão: um caminho de ternura que não conhece fronteiras, rótulos, compartimentagem nem divisões sectárias. Jesus, a face humana de Deus, nos convida a uma reflexão aprofundada sobre a natureza do discipulado verdadeiro e do estilo de vida radical de um filho de Deus.

(Retirado do livro "O impostor que vive em mim" de Brennan Manning - 4° Capítulo)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O Amado

John Eagan, em seu livro: A travaler toward the dawn, está escrito:"O ponto principal do diário de John é que nós somos os maiores obstáculos para a nobreza de nossa alma — que é o significado da santidade. Nós nos julgamos servos indignos, e esse julgamento se torna uma autoprofecia. Supomos que Deus nem considera nos usar, mesmo um Deus capaz de realizar milagres usando apenas lama e saliva. Assim, nossa falsa humildade acorrenta um Deus que, por outro lado, é onipotente."

Eagan, um homem imperfeito, com fraquezas evidentes e defeitos de caráter, aprendeu que a transgressão é própria da condição humana, que devemos nos perdoar por não sermos amáveis, por sermos inconsistentes, incompetentes, irritáveis e gorduchos. Ele sabia que seus pecados não podiam afastá-lo de Deus. Todos eles foram redimidos pelo sangue de Cristo. Arrependido, levou o eu obscuro até a cruz e ousou viver como um homem perdoado. Na jornada de Eagan, ouvem-se ecos de Merton: "Deus está pedindo a mim, ao indigno, que esqueça a minha indignidade e a de meus irmãos, para ousar ir em frente no amor que redimiu e renovou a todos nós à semelhança de Deus. E então, ao final, rir das idéias despropositadas de 'merecimento'".

O eu comum é o eu incomum — o ninguém insignificante que treme no frio
do inverno e transpira no calor do verão, que acorda sem ter feito as pazes com o novo dia, que se senta diante de uma pilha de panquecas, que costura no trânsito, que faz barulho no porão, que faz compras no supermercado, que capina as folhas e as ajunta num monte, que faz amor e bolas de neve, que empina pipas e ouve o barulho da chuva bater no telhado.

Enquanto o impostor deriva sua identidade de conquistas passadas e da adulação dos outros, o eu verdadeiro sustenta sua identidade na amorosidade. Encontramos Deus nas coisas comuns da vida: não na busca da espiritualidade sublime ou do extraordinário, nem nas experiências místicas, mas simplesmente em estar presentes na vida.

Escrevendo para um intelectual e amigo íntimo, de Nova York, Henri Nouwen afirmou: "Tudo o que quero lhe dizer é 'Você é o amado' e tudo o que espero é que possa ouvir essas palavras como se ditas a você com toda a ternura e força que o amor pode compreender em si. Meu único desejo é fazer reverberar essas palavras em cada canto de seu ser: 'Você é o amado". Ancorado nessa realidade, o eu verdadeiro não precisa de trombetas com surdina para anunciar sua chegada nem de um palanque espalhafatoso para prender a atenção dos outros. Damos glória a Deus simplesmente por sermos nós mesmos.

Deus nos criou para estarmos unidos a ele: esse é o propósito original de nossa vida. Deus se define como amor (1Jo 4:16). Viver com a consciência de ser o amado é o eixo em torno do qual a vida cristã se desenrola. Ser o amado é nossa identidade, o centro de nossa existência. Não é apenas um pensamento arrogante, uma idéia inspiradora ou um nome entre tantos outros. É o nome pelo qual Deus nos conhece, e a forma pela qual se relaciona conosco.

Como Deus disse: "Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe" (Ap2:17).

Se eu preciso buscar uma identidade que não esteja em mim mesmo, o acúmulo de riqueza, poder e honra me fascina. Ou, então, posso encontrar meu centro de gravidade nos relacionamentos sociais. Ironicamente, a própria igreja pode afagar o impostor conferindo ou retendo honrarias, oferecendo o orgulho de uma posição baseada no desempenho e criando a ilusão de status pelo escalão e pela ordem de importância. Quando pertencer a um grupo de elite eclipsa o amor de Deus, quando tiro vida e significado de qualquer outra fonte diferente da minha condição de amado, estou morto espiritualmente. Quando Deus é relegado a segundo plano, atrás de quaisquer bugigangas ou ninharias, troquei a pérola de grande preço por fragmentos de vidro pintado.

"Quem sou eu?", perguntou Merton, e respondeu: "Sou aquele que é amado por Cristo". Isso é a base do eu verdadeiro. A condição indispensável para desenvolver e manter a consciência de que somos os amados é reservar tempo a sós com Deus. Na solitude, estamos em harmonia, sem a recusa, declarada nos murmúrios, de nossa indignidade, e mergulhamos no mistério do eu verdadeiro. Nosso anseio por saber quem somos de verdade — conhecer a origem de nosso descontentamento — nunca será satisfeito até confrontarmos e aceitarmos nossa solitude. Lá, descobrimos que a verdade sobre sermos os amados é realmente legítima. Nossa identidade repousa na ternura implacável de Deus por nós, revelada em Jesus Cristo.

Os milagres bastam para qualquer um de nós? Ou o trovejar do "Deus amou o mundo de tal maneira" foi tão abafado pelo rugido da retórica religiosa que ficamos surdos para a promessa de que Deus tem sentimentos ternos por nós?

O vocabulário do impostor é ab ndante em palavras infladas, coloridas e presunçosas. Será mera coincidência que inexiste no evangelho a linguagem vazia, tímida? Os evangelhos não contêm traços de palavras refugadas, de jargões ou de nonsense significativo. Desatrelado e indomado, o impostor freqüentemente ressoa como um híbrido de William Faulkner com os irmãos Marx. Suas fervorosas declarações e suntuosidade são uma profusão de meias verdades. Por ser o mestre dos disfarces, pode facilmente escorregar para a humildade fingida, o ouvinte atencioso, o espirituoso contador de histórias, o intelectual arrojado ou o cidadão do mundo. O falso eu controla-se, talentosamente, para não se abrir, evitando, escrupulosamente, qualquer revelação pessoal significativa.

O silêncio não é apenas ausência de barulho nem interrupção da comunicação com o mundo exterior, mas um processo de chegar à tranquilidade. A solitude silenciosa faz avançar gradual e constantemente o discurso verdadeiro. Não estou falado de isolamento físico; aqui, solitude significa estar a sós com o Único, conhecendo o Outro transcendente, e desenvolver a consciência de sua identidade como sendo o amado. É impossível conhecer uma pessoa intimamente sem gastar tempo juntos. O silêncio faz da solitude uma realidade. Já se disse: "Silêncio é a solitude em ação".

"Você nãose vê como realmente é por causa de toda a confusão e perturbação. Deixa de reconhecer a presença divina em sua vida, e a consciência de ser o amado lentamente desaparece." Leva tempo para a água se acalmar. Atingir a tranqüilidade interior exige espera. Qualquer tentativa de apressar o processo apenas agita, novamente, a água. Sentimentos de culpa podem surgir de imediato. O eu obscurecido insinua que você é egoísta, que está desperdiçando tempo e que está fugindo das responsabilidades com a família, a carreira, o ministério e a comunidade. Você mal pode se dar ao luxo de ficar à toa.

A experiência me ensinou que minha conexão com outros é melhor quando estou conectado ao que é essencial em mim. Quando permito que Deus me liberte da doentia dependência de pessoas, ouço mais atenciosamente, amo de forma mais desinteressada, e sou mais compassivo e brincalhão. Não me levo tão a sério, me conscientizar-se de que o sopro do Pai está sobre meu rosto e que meu semblante se ilumina com risos, em meio a uma aventura que desfruto integralmente.

"Gastar" tempo com Deus de forma consciente me capacita a falar e agir com mais força, perdoar em vez de alimentar a última ofensa ao meu ego ferido e agir com magnanimidade durante os momentos triviais da vida. Enche-me de força para que eu possa me perder de mim mesmo, pelo menos temporariamente, num contexto maior do que o pequeno quadro  representativo de meus medos e inseguranças; aquietar-me,  simplesmente, e saber que Deus é Deus.

Estar a sós com o Único nos leva a deixar o que John Henry Newman chamou de conhecimento racional ou nocional para abraçar o conhecimento real. O primeiro significa que conheço algo de forma distante e abstrata, que nunca invade minha consciência; o segundo significa que, embora possa não conhecêlo, ainda assim, ajo com base nisso.

Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. (...) Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, (...) os montes se retirarão, e os outeiros serão removidos; mas a minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não será removida. (Isaías 43:1,4; 54:10)

A cada momento de nossa existência, Deus nos oferece essa boa nova. Infelizmente, muitos de nós continuamos a cultivar de tal modo a identidade artificial que a verdade libertadora de sermos os amados não consegue transpô-la. Dessa forma, nos tornamos carrancudos, temerosos e legalistas. Escondemos nossa trivialidade e chafurdamos na culpa. Sopramos e bufamos para impressionar Deus; brigamos para "ficar bem na foto"; debatemo-nos tentando nos consertar e vivemos o evangelho de uma forma tão sem graça que desmotivamos os denominados "cristãos" e os incrédulos a buscarem a verdade.

Frederick Buechner escreveu: "Arrependam-se e creiam no evangelho, diz Jesus. Mudem de atitude e creiam que a boa nova de que somos os amados é melhor do que aquilo que jamais ousamos imaginar. Crer nessa boa nova, viver a partir dela e para ela, apaixonar-se por ela é a mais alegre das alegrias deste mundo. Amém. Volte, Senhor Jesus."


(Retirado do livro "O impostor que vive em mim" de Brennan Manning - 3° Capítulo)

Para ler o resumo do 2° Capítulo, clique AQUI


A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Carta ao Impostor

No vigésimo e último dia da estadia de Brennan Manning, nas Rochosas do Colorado, ele escreveu esta carta:

"Bom dia, impostor. Certamente você se surpreende com o cumprimento cordial. Talvez esperasse um "olá, seu tonto", uma vez que lhe dei marteladas desde o primeiro dia deste retiro.

Deixe-me começar admitindo que tenho sido irracional, ingrato e desequilibrado ao avaliá-lo. (É claro que, você sabe que ao me dirigir a você, converso comigo. Você não é algo isolado, uma
entidade despersonalizada vivendo num asteroide, mas uma parte real de mim.)

Hoje, venho a você não com uma vara na mão, mas com um ramo de oliveira. Quando era pequenino e pela primeira vez percebi que ninguém me protegia, você interveio e mostrou onde me esconder. (Na Depressão dos anos 30, você se lembra, meus pais estavam fazendo o que podiam com o que tinham apenas para providenciar comida e abrigo.)

Naquele momento, você foi inestimável. Sem sua intervenção teria sido sobrepujado pelo terror e paralisado pelo medo. Você me defendeu e desempenhou um papel crucial e protetor em meu desenvolvimento. Obrigado.

Aos quatro anos, você me ensinou a construir uma cabana. Eu rastejava, disfarçadamente, da cabeceira até os pés da cama e puxava o lençol, a coberta e o travesseiro para cima de mim — acreditando que ninguém me encontraria. Eu me sentia seguro. Ainda me impressiono como funcionava bem. Minha mente tinha pensamentos felizes, espontaneamente sorria e começava a rir escondido. Construímos, juntos, aquela cabana porque o mundo em que habitávamos não era um lugar amistoso. No processo de construção, porém, você me ensinou a esconder de todos o eu verdadeiro e iniciou um processo vitalício de encobrimento, refreamento e retraimento. Seus recursos me capacitaram a sobreviver, mas, então, seu lado malévolo apareceu e você começou a mentir para mim. "Brennan", você sussurrava, "se insistir nessa bobagem de ser você mesmo, seus poucos e pacientes amigos vão dar no pé, deixando-o completamente sozinho. Guarde seus sentimentos, apague suas memórias, retenha suas opiniões e desenvolva habilidades sociais que lhe permitam encaixar-se em qualquer situação".

Dessa forma, começou o elaborado jogo de fingimento e engano. Por ter funcionado, não levantei nenhuma objeção. Com 0 passar dos anos, você e eu marcamos pontos usando uma variedade de recursos. Estávamos inflados e concluímos que o jogo deveria continuar.
Entretanto, você precisou de alguém que lhe colocasse as rédeas, que o encabrestasse. Eu não tinha percepção nem coragem para domá-lo, assim você continuou a fazer uma barulheira como Sherman cruzando Atlanta, reunindo forças ao longo do caminho. Seu apetite por atenção e afirmação se tornou insaciável. Nunca o confrontei em relação à mentira porque eu mesmo estava enganado.
No final das contas, meu amigo mimado, você é pobre e egoísta. Precisa de carinho, amor e um lugar seguro para habitar.

Neste último dia nas Rochosas, meu presente é levá-lo aonde, sem o saber, você tem ansiado estar: na presença de Jesus. Seus dias de causador de tumulto são passado. A partir de agora, diminua o ritmo, diminua bastante o ritmo. Na presença de Deus, percebo que você já começa a diminuir. Quer saber de uma coisa, rapazinho? Você é muito mais atraente desse jeito. Estou apelidando-o de "Pequerrucho". Naturalmente, você não vai, de repente, rodopiar e morrer. Sei que às vezes ficará enfadado e começará a encenar, mas, quanto mais tempo passar na presença de Jesus, mais acostumado ficará com a face dele e precisará de menos adulação, porque terá descoberto, por si mesmo, que ele é Suficiente. Em sua presença, você se deliciará com a descoberta do que significa viver pela graça, e não pelo desempenho.

Seu amigo,
Brennan

(Retirado do Livro "O Impostor Que Vive Em Mim", do autor Brennan Manning)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Impostor

Como James Masterson escreveu em The search for the real self: "O falso eu desempenha seu papel ilusório, protegendo-nos ostensivamente —, mas o faz de um jeito programado para manter nosso medo de sermos abandonados, de perdermos o apoio, tornando-nos incapazes de enfrentar as coisas por nós mesmos, sendo incapazes de ficar sozinhos".

O impostor vive com medo!

Os impostores se preocupam com a aceitação e a aprovação. Por causa da sufocante necessidade de agradar outros, não conseguem dizer não com a mesma confiança que dizem sim. Por isso fazem das pessoas, dos projetos e das causas uma extensão de si mesmos, motivados não pelo comprometimento pessoal, mas pelo medo de não atingir as expectativas dos outros.

O falso eu nasce na infância, quando não somos amados, quando somos rejeitados ou abandonados. John Bradshaw define a co-dependência como uma doença "caracterizada pela perda da identidade. Ser co-dependente é estar destituído do contato com os próprios sentimentos, as necessidades e os desejos".

O impostor é o co-dependente clássico. Para alcançar aceitação e aprovação, o falso eu suprime, ou camufla, sentimentos, impossibilitando a honestidade emocional. Viver a partir do falso eu gera um desejo compulsivo de apresentar uma imagem perfeita para o público, de forma que todos nos admirem e ninguém nos conheça. A vida do impostor se transforma numa montanha russa de exultação e depressão.

O falso eu se vale de experiências externas para construir uma fonte pessoal de significado. A busca por dinheiro, poder, glamour, proezas sexuais, reconhecimento e status realça o mérito pessoal e cria a ilusão de sucesso. O impostor é o que ele faz.

O impostor nos predispõe a valorizar o que não tem importância, revestindo com falso brilho o que é minimamente substancial e nos desviando do que é real. O falso eu nos faz viver num mundo de ilusões. O impostor é um mentiroso.

Nosso falso eu, cega obstinadamente cada um de nós para a luz e a verdade do próprio vazio. Não conseguimos reconhecer a escuridão interior. Ao contrário, o impostor proclama a escuridão como a luz mais intensa, envernizando a verdade e distorcendo a realidade. Isso me traz à mente as palavras do apóstolo João: "Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós" (1Jo 1:8; NVI)

Suplicando a aprovação negada na infância, o falso eu vacila, a cada dia, com a instabilidade de um apetite insaciável por afirmação. Com minha fachada de papelão intacta, entro numa sala lotada, precedido por uma trombeta com surdina: "Aqui estou eu", enquanto o eu verdadeiro, escondido com Cristo em Deus, exclama: "Ah, aí está você!". O impostor assemelha-se, evidentemente, ao efeito que o álcool representa para o alcoólatra. Ele é sagaz, desconcertante e poderoso. Ele é traiçoeiro.

O impostor está atento ao tamanho, à forma e à cor das ataduras que encobrem minha insignificância. O falso eu me convence a ficar preocupado com  o peso. Se me entupo com um pote de sorvete e a balança sinaliza a aflição na manhã seguinte, fico abatido. Um lindo dia de sol me acena, mas para o impostor, ensimesmado, a beleza está longe da rosa. Acho que Jesus sorri com estas vaidades menores (ver como estou na vitrine de uma loja enquanto finjo estar olhando para as mercadorias), mas elas forçam minha atenção para fora do Deus que habita em mim, e temporariamente me tiram a alegria do Espírito Santo. O falso eu, porém, racionaliza a preocupação com minha cintura e com a aparência geral, e sussurra: "Uma imagem gorda e desalinhada diminuirá a credibilidade de seu ministério". Sagaz.

Suspeito não estar sozinho nisso. A obsessão narcisista com o peso na América do Norte é uma estratégia formidável do impostor. Apesar do válido e importante fator saúde, a quantidade de energia e tempo devotados para adquirir e manter uma figura esbelta é desconcertante. Nenhum aperitivo é imprevisto, nenhuma mordiscada é espontânea, nenhuma caloria deixa de ser anotada, e nenhum morango passa sem que se preste contas. Cria-se a orientação profissional, livros e revistas são esquadrinhados, spas para o cuidado com a saúde são subsidiados e os méritos da dieta de proteínas são debatidos em cadeia nacional de televisão.

O que é o êxtase espiritual comparado com o requintado prazer de parecer com um modelo? Parafraseando o cardeal Wolsey: "Ah, se tivesse servido a Deus da mesma forma como cuidei da minha cintura!"

O impostor exige ser notado. O anseio que tem por elogios fortalece sua busca fútil pela satisfação carnal. Suas ataduras são sua identidade. A aparência é tudo. Ele faz malabarismos com esse quam videri (ser em vez de parecer ser), de forma que a "aparência de ser" se torne seu modus operandi.

"Cada um de nós está obscurecido por uma pessoa ilusória: o falso eu", observou Thomas Merton. Ele prosseguiu explicando: "Esse é o homem que eu mesmo quero ser, mas que não pode existir, porque Deus não sabe nada a seu respeito. Ser desconhecido de Deus é definitivamente privacidade demais. O falso e privativo eu é o que quer existir fora do alcance da vontade e do amor de Deus — além da realidade e da vida. Esse eu não passa de uma ilusão. Não somos muito bons em reconhecer ilusões, muito menos as que nos são mais queridas — aquelas com as quais nascemos e que nutrem as raízes do pecado. Para a maior parte das pessoas no mundo, não há nenhuma realidade subjetiva maior do que o falso eu que possuem, e vida de pecado".

A triste ironia é que o impostor não consegue experimentar intimidade em nenhum relacionamento. Seu narcisismo exclui os outros. Incapaz de ter intimidade consigo, além do alcance de seus sentimentos, intuições e percepções, o impostor é insensível ao humor, às necessidades e aos sonhos de outros. O compartilhamento recíproco é impossível. O impostor construiu a vida em torno das conquistas, do sucesso, do ativismo e de atividades autocentradas que trazem gratificação e elogio dos outros.

James Masterson, afirmou: "E da natureza do falso eu nos impedir de saber a verdade acerca de nós mesmos, de penetrar nas causas profundas de nossa infelicidade, de nos ver como realmente somos — vulneráveis, amedrontados, aterrorizados e incapazes de deixar que o eu verdadeiro venha à tona".

Por que o impostor se ajeita na vida de modo tão medíocre? Primeiro porque as memórias reprimidas da infância, que assentam o padrão de autoengano, são dolorosas demais para ser lembradas e, assim, permanecem cuidadosamente encobertas. Vozes tênues do passado agitam sentimentos vagos de correção irritada e abandono implícito.

O resumo de Masterson é apropriado: "O falso eu possui um radar defensivo altamente desenvolvido,
cujo propósito é evitar sentimentos de rejeição, embora sacrifique a necessidade de intimidade. O sistema é construído durante os primeiros anos de vida, quando é importante detectar o que pode causar a desaprovação materna".

A segunda razão pela qual o impostor se arruma com pouco na vida é a simples e velha covardia. Sendo pequeno, poderia justificadamente admitir uma culpa menor para evitar um castigo menor, afirmando que era impotente e indefeso. Mas, no outono da minha vida, fortalecido com tanto amor e afeição, e temperado com juramento eterno, devo dolorosamente reconhecer que ainda opero centralizado no medo.

Merton disse que uma vida devotada à sombra é uma vida de pecado. Tenho pecado em minha recusa covarde — por causa do medo da rejeição — de pensar, sentir, agir, reagir e viver o eu autêntico. Obviamente, o impostor "refuta, de maneira implacável, que a raiz do problema não é tão grave e deveria ser ignorada, que homens e mulheres 'maduros' não ficariam tão irritados por causa de algo tão trivial, que o equilíbrio deve ser mantido ainda que isso signifique colocar limites irracionais nas esperanças e nos sonhos pessoais, aceitando a vida em sua forma mediocrizada"

Nós nos recusamos a ser o eu verdadeiro até mesmo com Deus — e, então, nos perguntamos por que nos falta intimidade com ele. O desejo mais profundo de nosso coração é ter a união com Deus. Desde o primeiro momento de nossa existência, o anseio mais forte é cumprir o propósito original de nossa vida: "vê-lo mais claramente, amá-lo mais carinhosamente, segui-lo mais de perto". Somos criados para o Senhor, e nada menos nos satisfará de verdade.

C. S. Lewis pôde dizer que foi "surpreendido pela alegria", tomado por um desejo que fez "tudo o mais que já aconteceu... insignificante, se comparado". Nosso coração sempre estará inquieto até que descanse nele. Jeffrey D. Imhach, em The recovery of love, escreveu: "A oração é essencialmente a expressão do coração ansiando por amor. Não é tanto a lista de nossos pedidos, mas o respirar de nossos pedidos mais profundos, o estar unidos com Deus da forma mais completa possível".

Você já se sentiu frustrado na oração por uma resistência interna? Pelo terror existencial do silêncio, da solitude e por estar sozinho com Deus? Pela forma como você se arrasta para fora da cama no louvor matinal, movendo-se pesadamente para adorar com o torpor sacramental do doente terminal, suportar a oração de toda noite com resignação estóica, sabendo que "isso também passará"?
Cuidado com o impostor!
O falso eu é especializado em disfarces traiçoeiros. E a parte preguiçosa do eu, resistindo ao esforço, ao ascetismo e à disciplina que a intimidade com Deus requer. Ele inspira racionalizações como: "Meu trabalho é minha oração; estou muito ocupado; a oração deve ser espontânea, por isso só oro quando sou movido pelo Espírito". As desculpas esfarrapadas do falso eu, nos permitem manter o status quo.
O impostor tem pavor de ficar sozinho, sabe "que, se ficar quieto interna e externamente, descobrirá por si mesmo que não é nada. Será deixado sem nada, além da própria insignificância, e para o falso eu, que afirma ser tudo, tal descoberta seria a ruína.

Obviamente, o impostor se impacienta com a oração. Tem fome de coisas excitantes, suplica por experiências que alterem o humor. Fica deprimido quando é privado dos holofotes. O falso eu se frustra porque nunca ouve a voz de Deus. Não consegue, uma vez que Deus não vê ninguém ali. A oração é a morte de toda identidade que não procede de Deus. O falso eu foge do silêncio e da solicitude porque o lembram da morte.

Reconhecer com humildade que habito freqüentemente num mundo irreal, que banalizei meu relacionamento com Deus e que sou levado por vãs ambições, tudo isso é o primeiro golpe para desmantelar minha imagem cintilante. A honestidade e a disposição de tirar o encanto do falso eu dinamitam o alçapão do auto-engano.

A paz reside na aceitação da verdade. Qualquer faceta do eu obscurecido que nos recusamos a acolher torna-se o inimigo e nos força a atitudes defensivas.

À medida que encaramos nosso egoísmo e nossa estupidez, nos tornamos companheiros do impostor, aceitamos estar quebrados, empobrecidos e percebemos que, se não estivéssemos, seríamos Deus. A arte de ser gentis conosco nos leva a ser gentis com os outros, e é um pré-requisito natural para nossa presença com Deus em oração.

Detestar o impostor é, na verdade, detestar a si mesmo. O impostor e o eu constituem uma pessoa. O desrespeito ao impostor dá vazão à hostilidade, que se manifesta numa irritabilidade generalizada — uma irritação com as falhas nos outros que odiamos em nós mesmos. O ódio autodirigido sempre resulta nalguma forma de comportamento autodestrutivo.

Aceitar a realidade de nossa pecaminosidade significa aceitar o eu autêntico. Judas não conseguiu encarar sua sombra; Pedro conseguiu. Este amparou o impostor dentro de si; aquele enfureceu-se contra o impostor. "O suicídio não acontece num impulso repentino. É um ato que foi ensaiado durante anos por um comportamento punitivo de padrões inconscientes".

Quando aceitamos a verdade do que realmente somos e a submetemos a Cristo, a paz nos envolve, quer a sintamos ou não. Com isso quero dizer que a paz que excede todo o entendimento não é uma sensação subjetiva de paz; se estivermos em Cristo, estaremos em paz, mesmo quando não sintamos paz alguma.

Com benevolência e compreensão da fraqueza humana, que somente Deus consegue mostrar, Jesus nos liberta da alienação e da autocondenação, e oferece a cada um de nós uma nova possibilidade. Ele é o Salvador que nos defende de nós mesmos. Sua Palavra é liberdade.

Jesus desvenda os verdadeiros sentimentos de Deus a nosso respeito. À medida que viramos as páginas dos evangelhos, descobrimos que as pessoas que Jesus encontra ali são você e eu. A compreensão e a compaixão que oferece a elas, também as oferece a você e a mim.

(Retirado do livro "O impostor que vive em mim" de Brennan Manning - 2° Capítulo)

Para ler o resumo do 1° Capítulo, clique AQUI


A Graça e a Paz do Senhor Jesus.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Saia do Esconderijo

Nosso Deus aparentemente é o Único que dá perus com benevolência e caprichosamente os tira. Quando os dá, sinaliza o interesse e o prazer que tem em nós. Sentimo-nos próximos de Deus e  
somos incitados à generosidade. Quando os tira, sinaliza o desprazer e a rejeição. Sentimo-nos repudiados por Deus. Ele é volúvel, imprevisível, excêntrico. Firma-nos apenas para nos decepcionar. 

Lembra-se de nossos pecados do passado e retalia arrancando os perus de saúde, riqueza, paz interior, progenitura, império, sucesso e alegria. Assim, inadvertidamente, projetamos em Deus as atitudes e os sentimentos que nutrimos por nós mesmos. Como Blaise Pascal escreveu: "Deus fez o homem a sua imagem e semelhança, e o homem retribuiu a gentileza". Portanto, se nos detestamos, tomamos por certo que Deus sente o mesmo por nós.

Mas, não podemos pressupor que ele sinta por nós o mesmo que sentimos por nós mesmos — a menos que nos amemos compassiva, intensa e  livremente.

Na forma humana, Jesus nos revelou como Deus é. Ele expôs nossas projeções como idolatria e nos ofereceu um caminho para nos libertarmos delas. É necessária uma profunda conversão para aceitar 
que Deus é inflexivelmente terno e compassivo conosco da maneira como somos — não a despeito de nossos pecados e culpas (isso não seria aceitação total), mas com elas. Apesar de Deus não tolerar, ou sancionar o mal, ele não retém seu amor por nós devido à nossa maldade.

Por causa da forma como nos sentimos a nosso próprio respeito, às vezes é difícil acreditar nisso. "Não conseguimos aceitar o amor de outro ser humano quando não nos amamos, e muito menos que Deus possa nos amar".

O pesar de Deus reside no medo que temos dele, da vida e de nós mesmos. Ele se angustia por causa de nossa autodedicação e de nossa autosuficiência.

Richard Foster escreveu: "Hoje, o coração de Deus é uma ferida aberta de amor. Ele sofre muito por causa de nossa distância e preocupação. Lamenta-se por não nos aproximarmos dele. Ressente-se de 
o termos esquecido. Pranteia por causa de nossa obsessão por grandeza e abundância. Ele anseia por nossa presença".

Deus se entristece com nossa recusa de nos aproximarmos dele quando pecamos e falhamos. Um "escorregão" para um alcoólatra é uma experiência aterrorizante. A obsessão da mente e do corpo por bebida volta com a fúria selvagem de uma tempestade repentina.

Uma coisa é se sentir amado por Deus quando a vida está completa e todos os nossos sistemas de apoio estão no lugar. A auto-aceitação é relativamente fácil. Podemos até afirmar que estamos no caminho de gostar de nós mesmos. Quando estamos fortes, no topo, no controle e, como dizem os Celts, "em ótima forma", o senso de segurança se cristaliza.

Mas, o que acontece quando a vida cai em meio às rachaduras? Quando pecamos e falhamos, quando os sonhos se despedaçam, os investimentos estão em queda, quando somos tratados com desconfiança? O que acontece quando estamos face a face com a condição humana? repentina.

Thomas Merton responde:"Resigne-se de sua insuficiência e reconheça sua insignificância para o Senhor. Quer você entenda isso, ou não, Deus o ama, está presente em você, vive em você, habita em você, chama você, salva você e lhe oferece entendimento e compaixão que não se compara a nada que você algum dia tenha encontrado num livro ou ouvido num sermão".

Deus nos chama a pararmos de nos esconder e, abertamente, nos aproximarmos dele. Deus é o pai que correu na direção de seu filho pródigo quando ele voltou para casa mancando. Deus pranteia por nós quando a vergonha e o detestar-se nos imobilizam.

Deus ama quem de fato somos — quer gostemos disso ou não. Ele nos chama, como chamou Adão, a sair do esconderijo. Nenhuma quantidade de maquiagem espiritual pode nos tornar mais presentáveis 
a ele. Como Merton disse: "A razão pela qual jamais adentramos a realidade mais profunda de nosso relacionamento com Deus é que raramente reconhecemos nossa completa insignificância perante ele". Seu amor, que nos chamou à existência, nos chama a abandonar o autodesprezo e a tomar parte de sua verdade.

David Seamands escreveu: "Muitos cristãos... encontram-se derrotados pela maior arma psicológica que Satanás usa contra eles. Essa arma tem a eficácia de um míssil mortal. Seu nome? Baixa auto-estima. Essa arma de Satanás provoca um sentimento visceral de inferioridade, inadequação e insignificância. Tal sentimento agrilhoa muitos cristãos, a despeito das maravilhosas experiências espirituais e do conhecimento da Palavra de Deus. Apesar de entenderem sua posição como filhos e filhas de Deus, estão atados, presos por um terrível sentimento de inferioridade e acorrentados a uma profunda sensação de indignidade.

Henri Nouwen: "A autorejeição é o maior inimigo da vida espiritual porque contradiz a voz sagrada que nos chama de "amados". Ser o amado constitui a verdade essencial de nossa existência".

Thomas Merton, o mais solicitado guia espiritual de nosso tempo, um dia disse a um colega monge: "Se eu conseguir algo pelo fato de ser Thomas Merton, estou morto. E se você conseguir algo pelo fato de ser o responsável pelo chiqueiro, você está morto". A solução de Merton? "Pare, de uma vez por todas, de marcar pontos e renda-se, com toda sua pecaminosidade, a Deus, que não vê os pontos nem quem os marca, mas somente o filho redimido por Cristo".

Como Dietrich Bonhoeffer disse, a culpa é um ídolo. Mas, quando ousamos viver como homens e mulheres perdoados, nos reunimos aos curadores feridos e chegamos mais perto de nosso Mestre Jesus. econclui que a graça e a cura são transmitidas por meio da vulnerabilidade de homens e mulheres que foram atropelados pela vida e tiveram o coração rasgado. A serviço do Amor, apenas os soldados feridos podem se alistar.

Minha jornada me ensinou que apenas quando me sinto seguro com Deus, sinto-me de fato seguro comigo. Confiar no Aba, que correu para seu filho obstinado, sem questioná-lo, nos capacita a confiar em nossa essência.

A decisão de sair do esconderijo é um rito de iniciação dentro do ministério terapêutico de Jesus Cristo. Isso produz autogratificação. 

Permanecemos na Verdade que nos liberta, e vivemos da Realidade que nos faz inteiros.

George Bernanos em Diary of a country priest [Diário de um sacerdote interiorano]:"Agora, tudo chegou ao fim. A singular desconfiança que tinha de mim mesmo, de meu ser, desapareceu, eu creio, para sempre. 

Esse conflito terminou. Reconciliei-me comigo, com a mediocridade, minha aparência pobre. Como é fácil se detestar! A verdadeira graça está no esquecimento; e, se o orgulho pudesse morrer dentro
de nós, a graça suprema seria amar a si mesmo com toda a simplicidade que se amaria qualquer membro do Corpo de Cristo. O que isso realmente significa? A graça está em todo lugar".

(Retirado do livro "O impostor que vive em mim" de Brennan Manning - 1° Capítulo)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Moldados por Deus

Na loja de um ferreiro existem três tipos de ferramentas. Na pilha de lixo existem ferramentas: ultrapassadas, quebradas, sem corte, enferrujadas. Elas são colocadas num canto, cobertas por teias de aranha, sem uso para o seu mestre e suas utilidades são esquecidas.

Na bigorna existem ferramentas: derretidas, fundidas, moldáveis, alteráveis. Elas ficam na bigorna, sendo modeladas pelo seu mestre, aceitando o seu desígnio.

Existem ferramentas de muita utilidade: afiadas, preparadas, definidas, movíveis. Elas ficam prontas na caixa de ferramentas do ferreiro, disponíveis para o seu mestre, cumprindo o seu desígnio.

Algumas pessoas ficam sem uso: vidas quebradas, desperdiçando talentos, fogo apagado, sonhos destruídos.E las são rendidas como os fragmentos de ferro, em desesperada necessidade de reparos, sem noção de propósito.

Outras ficam na bigorna: corações abertos, famintos para mudar, ferimentos sendo curados, visões tornando-se claras. Elas dão boas-vindas às dolorosas pancadas do martelo do ferreiro, desejando serem refeitas, suplicando para serem utilizadas.

Outras repousam nas mãos do seu Mestre: bem-sintonizadas, determinadas, polidas, produtivas. Elas respondem de antemão ao seu Mestre, sem pedir nada, entregando tudo.

Todos nós nos encontramos em algum lugar da loja do ferreiro. Ou nós estamos na pilha (monte) de fragmentos, ou na bigorna das mãos do Mestre, ou na caixa de ferramentas. (Alguns de nós nos encontramos nos três lugares.)

Nesta coleção de escritos, faremos um passeio pela “loja”. Nós examinaremos todas as ferramentas e olharemos em todos os cantos. desde as prateleiras até a bancada de trabalho; desde a água até o fogo... E tenho certeza de que você se verá em algum lugar.

Descobriremos o que Paulo quis dizer quando falou em se tornar “um instrumento para nobres propósitos”. E que se tornar é isto: a pilha de lixo de ferramentas quebradas, a bigorna de refundição, as mãos do Mestre – esta é uma viagem simultaneamente prazerosa e dolorosa.

Para você que faz a viagem – que deixa a pilha (monte) e entra no fogo, ousa-se a ser martelado na bigorna de Deus, e obstinadamente procura descobrir o seu propósito –, tenha coragem, pois você aguarda pelo privilégio de ser chamado “instrumento escolhido de Deus.”

(Continue lendo o livro "Moldados por Deus" do autor Max Lucado)

Vale  a Pena a leitura!!

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 11 de março de 2016

10ª Lei – Gerenciar a Emoção.

Os maiores enigmas do universo se escondem dentro de cada ser humano...

Inteligência espiritual é ter consciência de que a vida é uma grande pergunta em busca de uma grande resposta. É procurar o sentido da vida, mesmo sendo um ateu. É procurar por Deus, independente de uma religião, mesmo sentindo-o confuso no novelo da existência. É agradecer a Deus pelo dia, pela noite, pelo sol, por sermos um ser único no universo.

É procurar as respostas que a ciência nunca nos deu. É ter esperança na desolação, amparo na tribulação, coragem nas dificuldades. É ser um poeta da vida. Você é um poeta¿

Einstein disse: quero colocar os pensamentos de Deus, o resto é detalhe.

Quando a fé se inicia, a ciência se cala. A fé transcende a lógica. A ciência não sabe explicar o que é a vida. Vivemos numa bolha de mistérios. As questões básicas da existência humana não foram resolvidas.

A ciência através do seu orgulho débil, desprezou a eterna e incansável procura do homem pelo sentido da vida. Agora, estamos entendendo que o desenvolvimento da inteligência espiritual por meio de oração, meditação e busca de respostas existenciais aquieta o pensamento e apaziguar as águas da emoção.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

quarta-feira, 9 de março de 2016

9ª Lei – Ser Empreendedor.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros...

Ser um empreendedor é executar os sonhos, mesmo que haja riscos. É enfrentar os problemas, mesmo não tendo forças. É caminhar por lugares desconhecidos, mesmo sem bússola. É tomar atitudes que ninguém tomou. É ter a consciência de que quem vence sem obstáculos triunfa sem glória. É não esperar uma herança, mas construir uma história...

Quantos projetos você deixou para trás¿ Quantas vezes seus temores bloquearam seus sonhos¿ Ser um empreendedor não é esperar a felicidade acontecer, mas conquista-la.

Dicas:

Explore o desconhecido. Liberte-se do cárcere da insegurança e saia da zona de conforto dos seus diplomas, status e sucessos antigos. Penetre nos labirintos da vida. Traga soluções para os problemas e previna erros no trabalho. Tenha novas atitudes para encantar os filhos, a a namorada, o cônjuge, os colegas. 

Se quiser ter sucesso emocional, profissional e social, você precisa ser um empreendedor. Como empreendedor você errará diversas vezes, mas esse é o preço da conquista. Não há vitórias sem derrotas e nem pódio sem labuta.

A maioria dos jovens na atualidade não tem sonhos, nem maus nem bons. Eles não têm uma causa para lutar. Estão despreparados para os desafios sociais e profissionais. Poderão engrossar a massa de pessoas frustradas.

Anime-se! Tenha metas. Faça o que ninguém fez. Sonhe muito, sonhe alto, mas tenha seus pés na terra. Valorize seus estudos. Ame a sua escola. Crie oportunidades. Ao criá-las, não tenha medo de falhar. Se falhar, não tenha medo de chorar. Se chorar, repense a vida, mas não recue.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.



segunda-feira, 7 de março de 2016

8ª Lei –Trabalhar Perdas e Frustrações.

Ser feliz não é o caso do destino, mas uma conquista existencial.

Trabalhar as perdas e frustrações é superar as dores da existência e usa-las para amadurecermos e não para nos destruirmos. É repensar nossas dificuldades. Ver por outro ângulo nossas decepções. É poder esculpir a personalidade, mesmo não sendo um grande artesão. É ter coragem para vencer, mas humildade para viver.

É ter consciência de que a vida é uma grande escola, mas pouco ensina para quem não sabe ser um aluno... É ser um eterno aprendiz. Sem trabalhar perdas e frustrações, a vida alterna-se entre momentos felizes e períodos de profundo sofrimento.

Dicas:

Devemos ter consciência de que há perdas e frustrações inevitáveis. Aliás as maiores decepções são geradas pelas pessoas que mais amamos. Por isso, se você quiser uma família perfeita, amigos que não o frustrem e colegas de trabalho super agradáveis é melhor voe morar na Lua.

Se, por estar frustrado consigo mesmo e com as pessoas, você se isolar socialmente, sua solidão será insuportável. Traga sempre à memória que os fortes são tolerantes; os fracos rígidos. Os fortes compreendem; os fracos julgam.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 4 de março de 2016

A Oração de Jabez

Oração - (1 Crônicas 4:10)
"Senhor, que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha a aflição!"

E porque não pedir?

Oh! Que me abençoes.
Orou e formulou o maior e mais inimaginável pedido.
Quando buscamos a benção de Deus como valor máximo para nossa vida, estamos nos jogando de corpo inteiro no rio da vontade de Deus, de seu poder e de seu propósito para nós.

A própria natureza de Deus é ter bondade com tamanha abundância que ela transborda sobre nossas vidas indignas.

O que importa realmente é saber o que você quer e pedir isso.

Através de uma simples e confiante oração, você pode mudar seu futuro. Você pode mudar aquilo que vai acontecer no próximo minuto em sua vida.

Vivendo de Maneira Abundante

E me alargues as fronteiras
Toma tudo aquilo que colocares sobre meu cuidado, Senhor, aumenta-o.

Oh Deus e Rei, peço-te que expandas minhas oportunidades e meu impacto de tal maneira que eu possa alcançar mais vida para tua glória. Permite-me fazer mais para ti.

Quando você começar a orar pela fé, pedindo mais ministério, coisas impressionantes vão acontecer.

“Senhor, sinto saudade de casa e estou fraco, mas quero ser teu servo. Mesmo aqui, alarga minhas fronteiras. Manda-me um namorado de Deus.”

Crer num Deus sobrenatural que vai cumprir sua obra através de pessoas comuns.

Deus sempre intervém quando você coloca as prioridades dele acima das suas.

Quando você orar o alargamento de suas fronteiras com certeza vais reconhecer uma vida cheia de milagres.

O Toque da Grandeza
Que seja comigo a tua mão.

Momentos de senti-se fraco e fora de controle será o momento de dependência, significa que estou caminhando com Senhor Jesus.

No momento em que não estiver se sentindo dependente estará deixando de viver pela fé.

Você não se torna grande: você se torna dependente da forte mão de Deus.

“Pai faz isso por mim, pois não posso fazê-lo sozinho. É grande de mais para mim.”

Foi Deus quem fez isso por mim e ninguém mais! Deus me conduziu, deu-me as palavras, deu-me o poder, e isso é maravilhoso!

“O Senhor coloca tua mão sobre! Enche-me com teu Espírito!”

A mão de Deus está disponível a todo cristão que a pede.

Deus está olhando e esperando que você peça pelo poder espiritual que ele oferece. “Porque quanto ao Senhor seus olhos passam por toda a terra para mostrar-se forte para com aqueles cujo a oração é totalmente dele.”

Mantendo Segura a Herança
E me preserves do mal.
Rogamos por proteção sobrenatural contra Satanás e contra a capacidade dele de fazer-nos chegar em segundo lugar.

Ser abençoado é o maior perigo, pois “isto tende a anular nosso senso de dependência de Deus e nos deixa propensos à arrogância.”

A Guerra mais eficiente contra o pecado é orar para que não tenhamos de lutar.

Do mesmo modo que Deus quer que você peça mais benção, fronteiras mais ampla e mais poder, ele deseja ouvir de você seu pedido de afastamento do mal.

Amadurecemos muito quando começamos a nos concentrar menos em derrotar a tentação e mais em evitá-la.

“O perigo não esta em se colocar à beira do precipício, mas de estar desatento.” Uma pequena tolerância ao orgulho ou à confiança em si mesmo pode provocar um desastre.

“Senhor, afasta-me das tentações que apelam às minhas emoções e as minhas necessidades físicas daqueles que penso (equivocadamente) que mereço, ou que tenho o direito de desfrutar. Tu és a fonte de tudo aquilo que é verdadeiramente vivo e, por isso, peço-te que dirijas os meus passos para longe de tudo o que não vem de ti.”

“Fique fora da arena da tentação sempre que for possível, mas nunca viva no temor ou na derrota. Pelo poder de Deus você poderá manter segura a sua herança de bênçãos.”

Bem-Vindo ao Rol de Honra de Deus

Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos.

Deus favorece aqueles que pedem. Ele não retém nada daqueles que querem e honestamente pedem aquilo que Deus deseja.

A vontade dele sempre será para o seu bem. Você vai se render a seu poder e amor e ao plano surpreendente que ele tem par você.

Quero encorajá-lo a correr de voltar para a presença de Deus e consertar o relacionamento, custe o que custar. Não desperdice nem um minuto sequer do milagre que Deus começou a realizar em sua vida.

Apossando-se da Oração de Jabez

E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido.

Desafio: por 30 dias.

1- Fazer a oração todas as manhãs;
2- Escreva a oração e cole em sua bíblia e outros lugares visíveis;
3- Reler o livro uma vez por semana durante o próximo mês, pedindo que lhe mostre as idéias importantes que você possa ter perdido;
4- Conte a alguém que você assumiu o compromisso de um novo hábito de oração.
5- Comece a registrar as mudanças em sua vida, especialmente os compromissos marcados para Deus e oportunidade que você pode relacionar a oração.
6- Comece a fazer a oração para sua família e para seus amigos.

Tem que acreditar para que as mudanças possam acontecer. Quando você age, está dando um passo rumo às melhores coisas que Deus tem para você.


(Retirado do Livro A Oração de Jabez do autor Bruce Wilkinson)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

quarta-feira, 2 de março de 2016

7ª Lei – Proteger os Solos da Memória.

Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las.

Proteger os solos da memória é cuidar da qualidade dos arquivos conscientes e inconscientes que contêm os segredos da nossa personalidade. É se preservar do registro do medo, do desespero, das mágoas, enfim, do lixo de nossa existência. É também reescrever os arquivos doentios já arquivados.

Todos se preocupam com os arquivos dos computadores, mas raramente alguém se preocupa com as mazelas e misérias arquivadas em sua memória. Se não protegermos a memória, é possível ter uma vida completamente infeliz, mesmo com uma infância saudável.

Embora difícil, precisamos aprender a proteger a nossa memória. Toda angústia, medo, agressividade e idéias negativas registram-se e não podem mais ser deletadas, só reeditadas. Diariamente, você planta flores ou constrói favelas na sua memória. 

Muitos moram em bairros nobres, querem ficar distantes das zonas pobres. Mas nos solos de sua memória pode haver inúmeras favelas, arquivos doentios. Alguns são privilegiados financeiramente, mas miseráveis interiormente. Em suas mansões há jardins, mas sua emoção há tristeza e desolação.

Há medo de todos os tipos: medo de perder o emprego, de ser assaltado, de um ataque terrorista, de andar de carro, de ficar sozinho, de ser rejeitado, de fracassar. Quais são os seus medos¿

Não existe memória fraca, mas bloqueada, devido à proteção cerebral. Como o cérebro tem mais juízo do que nós, ele trava a memória para evitar que pensemos muito e gastemos energia excessiva. Bendito esquecimento.

Dicas:

Viva intensamente “As leis” para ser feliz: contemple o belo, gerencie a emoção, trabalhe perdas. Mas o que fazer com os traumas já registrados? É necessário reeditar o filme do inconsciente, sobrepondo novas experiências sobre as antigas. Eis o maior desafio da inteligência!

É necessário “criticar” diariamente as imagens doentias da memória que nos controlam. É necessário também “não pedir” mas “determinar” se alegre, ousado, seguro, saudável. Essas ferramentas reurbanizam as favelas do medo, do ódio, da autopunição e nos libertam.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

terça-feira, 1 de março de 2016

6ª Lei – Gerenciar os Pensamentos.

Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.

Gerenciar os pensamentos é capacitar o eu para ser autor da nossa história. É governar a construção de pensamentos que debilita a inteligência e a saúde psíquica. É ser livre para pensar, mas não escravo dos pensamentos. É ser líder de si mesmo.

É deixar de ser espectador passivo das idéias negativas. É sair da poltrona, entrar no palco dos pensamentos e dizer: “Eu dirijo o script da minha vida.” Você é senhor ou servo dos seus pensamentos? Raramente encontramos pessoas que sabem gerenciar os pensamentos. Essa lei representa os pilares de uma vida feliz.

O pensamento pode se tornar um grande vilão da qualidade de vida e da felicidade de três formas.

Pensamento negativo: É impressionante como nossa mente pensa tolices, rumina experiências tuins e remói preocupações. Os pensamentos negativos geram ansiedade e estressam o cérebro. Eles empobrecem ricos, aniquilam cientistas, abatem religiosos, destronam reis. Muitos, ao receberem um “não” ou uma crítica injusta, produzem milhares de pensamentos que os arrasam. Como você lida com as críticas?

Pensamento acelerado: Não só o conteúdo negativo dos pensamentos estressa o ser humano, mas também a velocidade de construção dos pensamentos, mesmo se eles forem positivos. Essa é uma grande descoberta. O Excesso de informações e o trabalho intelectual excessivo geram a síndrome SPA (síndrome do pensamento acelerado). A SPA é caracterizada por ansiedade, insatisfação, aversão à rotina, inquietação, fadiga excessiva, esquecimento. Centenas de milhões de pessoas têm SPA, incluindo os melhores executivos, médicos, advogados. Sua mente é agitada?

Sofrimento por antecipação: O pensamento antecipatório é outro grande carrasco de uma vida feliz. Somos uma espécie que se auto-atormenta. Velamos o corpo antes da morte. Sofremos todos os dias por coisas que ainda não aconteceram. Mais de 90% dos monstros que criamos nunca se tornarão reais, mas somos especialistas em criá-los. Jovens se martirizam pela prova que farão, mães por imaginar que suas crianças usarão drogas, executivos por fantasiar a perda de seus empregos. Não se perturbe pelo amanhã. Já bastam os nossos problemas diários.

Dicas:

1) Vire a mesa dos seus pensamentos, critique cada pensamento negativo nos primeiros cinco segundos que produzi-lo para evitar o registro doentio;

2) Faça microrrelaxamentos para desacelerar o pensamento no trabalho, no trânsito;

3) Pratique o silêncio contemplativo, mude sua agenda e desenvolva a inteligência espiritual para enriquecer os pensamentos.

Mas não esqueça de que posso lhe dar água, mas não a sede. Posso lhe dar as leis e as idéias, mas não a luz. Posso lhe dar a caneta e o papel, mas só você pode escrever sua história...


(Retirado do Livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Aproveitando as Oportunidades

Quando pedimos alguma coisa a Deus temos que estar preparados para receber a resposta e muitas vezes esta é o “esperar”. O esperar de Deus nada mais é do que uma oportunidade para sermos transformados por Ele para recebermos O melhor que só pode ser dado por Ele. E nesse esperar de Deus começa o tratamento dEle. Isso mesmo, o tratamento de Deus, pois muitas vezes o esperar significa que não estamos prontos para receber a benção de Deus, o que pedimos. E é nessa situação que desistimos de esperar e perdemos nossa benção. Não aceitamos o tratamento do Senhor. Por que achamos que estamos prontos o suficiente, o bastante parar cuidar da benção que tanto pedimos. E não é verdade.

A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável (Romanos 12:2). Mas só descobrimos isso quando deixamos ser tratados pelo Senhor. E temos que aproveitar essa oportunidade para crescermos nEle.

“Às vezes Deus te dá uma pequena porção de terra para ver seu encargo e excelência, se você for fiel nesse “pedaço”, com certeza você receberá uma plantação inteira. Não perca sua oportunidade. Não dê a outro o que Ele reservou para você.” (Pra. Janaína Freitas)


(Retirado do livro Aproveitando as Oportunidades, autora Janaína Freitas)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

A Disciplina do Corpo

Por que devo disciplinar meu corpo? Somos integrantes do reino, desejamos ser vencedores e queremos ver a obra de Deus avançar. Mas, precisamos entender que homens e mulheres de Deus, verdadeiramente vencedores, são aqueles que fazem tudo por causa do evangelho:
"Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas só um leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim também eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a se desqualificado." (I Co 9.23-27)

Esse é o ponto central. Será que, de fato, fazemos tudo por causa do evangelho? Se dizemos que somos vencedores, que seremos arrebatados antes da grande tribulação, que reinaremos com Cristo durante o milênio e não entraremos em disciplina, então temos que aprender a fazer tudo por causa do evangelho. Isso não é para pessoas imaturas, mas apenas para aqueles que realmente querem levar a obra de Deus a sério e trazer o Seu governo nesta terra, estabelecer Seu reino, expressar a Sua gória, mover na unção do Espírito e conquistar uma geração.

Ao ler apocalipse 1.6, vemos que Jesus "nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai", portanto, somos ministros de Deus, sacerdotes do Senhor, assim como o próprio Paulo afirmava ser.

Ele estava disposto a fazer e enfrentar tudo porque era ministro de Deus. Por isso, ele tomou uma dura atitude para consigo e nos mostrou isso ao dizer "esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que [...] não venha eu mesmo a ser desqualificado". Para que pudesse avançar, Paulo dominou seu corpo, fez dele um servo.


(Retirado do livro A Disciplina do Corpo do Pr. Naor Pedroza - sexto livro da série Vida Plena - Editora Vinha)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

5ª Lei – Gerenciar a Emoção.

O maior carrasco do homem é ele mesmo, e o mais injusto dos homens é aquele que não reconhece isso...

Gerenciar a emoção é capacitar o eu, que representa a vontade consciente, para administrar a energia emocional da dor. É expandir a energia do amor, da satisfação, da paz interior. É destruir as algemas da ansiedade, do medo, da insegurança. É libertar-se do cárcere da emoção. É o alicerce de uma vida encantadora. É construir dias felizes, mesmo nos períodos de tristeza. É resgatar o sentido da vida, mesmo nas contrariedades. Não há dois senhores: ou você domina a energia emocional, ainda que parcialmente, ou ela o dominará.

É a ferramenta básica da inteligência multifocal. É ela que desenvolve a inteligência emocional.

Ninguém comenta que o eu deve governar, proteger, direcionar a emoção. Por não saber que podem e devem gerenciar a emoção, milhões de pessoas têm vivido numa masmorra psíquica.

A prevenção passa pelo gerenciamento das emoções e dos pensamentos. Aprender a gerenciar a emoção, ainda que intuitivamente, irriga uma vida feliz.

Ansiedade é um estado psíquico de tensão emocional caracterizado por diversos sintomas: irritabilidade, inquietação, pensamento acelerado, transtorno do sono. Às vezes, ela é acompanhada de sintomas psicossomáticos, como a dor de cabeça, gastrite, tontura, nó na garganta, hipertensão arterial.

Quando uma pessoa pensa em suicídio, ela quer matar a dor, mas nunca a vida.

Nunca despreze as pessoas deprimidas. A depressão é um estágio da dor humana. Mas ela tem tratamento. O desânimo, a perda do prazer de viver, do prazer sexual, o transtorno do sono levam o mais rígido ser humano às lágrimas.

Ser feliz é o requisito básico para a saúde. Sua emoção pode ser um oásis ou uma bomba para seu organismo. A escolha é sua.

Dicas:

Se você fugir das suas dores emocionais, elas se tornarão um leão agressivo. Se enfrentá-las, elas se transformarão num animal de estimação. Critique, no silêncio da sua mente, cada sofrimento. Não faça da sua emoção uma lata de lixo dos seus problemas. Proteja-se. Pense antes de reagir diante das ofensas.

Governe sua emoção para ter esperança, brincar a vida e contemplar o belo. Mas não esqueça que posso lhe dar os tijolos, mas só você pode edificar. Posso lhe mostrar o lema, mas só você pode navegar nas águas da emoção...


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

4ª Lei – Exercício Físicos e Alimentação Saudável

Todos fecham seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.
Exercícios físicos liberam um excelente calmante natural, a endorfina. Ela relaxa, tranqüiliza e induz ao sono. Eis uma excelente notícia para quem não quer tomar calmante ou quer se livrar deles!

Dicas:

Não faça exercícios pesados e irregulares, pois eles estressam o cérebro e o levam a interpretar que sua vida está em perigo, gerando desconforto.

Os exercícios físicos devem ser feitos com disciplina e regularidade, pelo menos três vezes por semana. Eles devem namorar o prazer e não o sofrimento, caso contrário, você se divorciará deles. Pratique esportes, hidroginástica, caminhadas. Os exercícios físicos oxigenam o corpo e animam o intelecto.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

3ª Lei – Fazer Coisas Fora da Agenda.

Todos têm uma criança alegre dentro de si, mas poucos a deixam viver...

Fazer coisas fora da agenda é fazer coisas inesperadas, romper a rotina, quebrar a mesmice. É nutrir sua história com aventura. É ser um caminhante nas trajetórias do próprio ser. É gastar tempo com aquilo que lhe dá lucro emocional e não financeiro. É ter um caso de amor com a vida. Fazer coisas fora da agenda é o frescor de uma vida excelente. Se você desprezar essa lei psicológica, você se internará num ‘asilo’ emocional. Infelizmente, muitos já vivem nesse albergue.

Liberte-se de suas manias. Seja flexível e alegre. Sai de vez em quando da sua rotina.

Dicas:

Faça coisas que você normalmente não faz. Cumprimente as pessoas simples, como o porteiro do prédio. Surpreenda seus amigos com atos inusitados. Ande por ares nunca antes respirados. Passe um fim de semana em lugares novos.

Dê flores em datas inesperadas às pessoas que você ama. Faça ligações para elas no meio da tarde e pergunte como você poderia torná-la mais felizes. Fazer coisas fora da agenda é libertar a criança feliz que há dentro de você. Os que não vivem essa lei dançam a valsa da vida com duas pernas engessadas...


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

2ª Lei – Sono Reparador

Os inimigos que não perdoamos dormirão em nossa cama e perturbarão o nosso sono...

O sono reparador é o sono que renova a energia física e psíquica. É o sono profundo, relaxado, agradável. É o sono que alimenta a tranqüilidade e estimula a inteligência. Uma vida feliz começa com um sono feliz.

Sabe qual a melhor resposta que você deve dar quando estiver tenso? O silêncio.

Nem todo o sono é reparador. Levar os problemas do trabalho para a sua cama é trair a sua paz. E se você levar seus inimigos para debaixo do lençol é pior ainda. Fica mais barato perdoa-los, mesmo que eles não mereçam. Faça isso por você.

Dicas:

O sono começa durante o dia. Não carregue o mundo nas costas. Filtre os problemas. Trabalhe com alegria. Faça leituras agradáveis. Não se alimente uma hora antes de se deitar. Evite ligar a TV ou computador meia hora antes de dormir.

O que fazer quando há insônia? Procure relaxar. Se não conseguir, levante-se, pois a insônia rebelde odeia a cama. Leia algo maçante, serve até bula de remédio. Depois relaxe e vá para a cama. Se a insônia persistir por alguns dias, procure um médico. A insônia leva a qualidade de vida ao caos.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

1ª Lei – Contemplar o Belo

É nas coisas simples e anônimas que se encontram os maiores tesouros de emoção...

Contemplar o belo é fazer das pequenas coisas um espetáculo aos nossos olhos. É dialogar com os amigos, elogiar as pessoas, amar os desafios da vida. É admirar as crianças, ouvir as histórias dos ídolos. É descobrir as coisas lindas e ocultas que nos rodeiam. É admirar as nuvens, o canto dos pássaros, o baile das folhas sob a orquestra do vento. É perceber além das imagens e das palavras

O mestre da emoção, Jesus Cristo, parava a multidão que o seguia para fazer dos lírios um show aos seus olhos. Foi feliz na terra de infelizes, pois vivia a arte da contemplação do belo.

Se você contemplar o belo, você será uma pessoa bem-humorada. As pessoas terão prazer de ficar ao seu lado. Mas se não contemplar, viverá debaixo da ditadura do mau humor e do negativismo. Nem você mesmo se suportará.

Será sempre jovem, ainda que o tempo sulque seu rosto com rugas.

Reclamar é um dos sintomas da velhice emocional.

São infelizes porque não sabem agradecer nem fazer muito do pouco. Abra os olhos!

Quem observa a lei de contemplar o belo tem elevada auto-estima, está sempre bem consigo mesmo.


Dicas:

Todas as pessoas devem sentir-se bonitas. Não seja escravo do padrão de beleza da mídia. Diga diariamente: eu sou bonita! Pois o feio e o belo são relativos. Beleza está nos olhos de quem contempla...

Contemplar o belo é colocar combustível na felicidade. Cuide de plantas. Escreva poesias. Role no tapete com as crianças. Valorize as coisas que são aparentemente insignificantes. Escreva cartas para os amigos. Descubra os filhos. Explore o mundo dos seus pais. Fique dez minutos por dia em silêncio contemplativo. Falar da felicidade sem contemplar o belo é cair no vazio.


(Retirado do livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

As 10 Leis Para Ser Feliz

Que você seja alegre, mesmo quando chorar.
Que você seja sempre jovem, mesmo quando o tempo passar.
Que você tenha esperança, mesmo quando o sol não nascer.
Que você ame seus íntimos, mesmo quando sofrer frustrações.
Que você jamais deixe de sonhar, mesmo quando vier a fracassar.
Isso é ser feliz.
Seja sempre apaixonado pela vida.
E descubra que você é um ser humano especial.


O que é ser feliz?

A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não sabe ser aluno...
Ser feliz é não ter uma vida isenta de perdas e frustrações.
É ser alegre, mesmo se vier a chorar.
É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. 
É nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos.
É dialogar consigo mesmo, ainda que a solidão o cerque.
É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem.
É contar histórias para os filhos, mesmo se o tempo for escasso.
É amar os pais, mesmo se eles não o compreenderem.
É agradecer muito, mesmo se as coisas derem errado.
É transformar os erros em lições de vida.
Ser feliz é sentir o sabor da água, a brisa do rosto, o cheiro de terra molhada.
É extrair das pequenas coisas grandes emoções.
É encontrar todos os dias motivos para sorrir, mesmo se não existirem grandes fatos. 
É rir de suas próprias tolices.
É não desistir de quem se ama, mesmo se houver decepções.
É ter amigos para repartir as lágrimas e dividir as alegrias.
É ser amigo do dia e um amante do sono.
É agradecer a Deus pelo espetáculo da vida...
Qual dessas características você possui?

Quem conquista uma vida feliz?

São os que alcançam qualidade de vida no palco de sua alma. Os que se libertam do cárcere do medo. Os que superam a ansiedade vencem o mau humor, transcendem os seus traumas. São os que aprendem a velejar nas águas da emoção.

Alvos errados para se alcançar uma vida feliz.

Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada...

A fama pode se tornar uma armadilha para uma vida feliz, pois evapora a simplicidade, esmaga a sensibilidade, invade a privacidade. Há muitos famosos tristes e deprimidos. Lute pelo sucesso e não pela fama. Se a fama vier, dê pouca importância a ela.

Trabalhar com alegria, dedicação e criatividade é um bálsamo para a vida. Mas devemos trabalhar para viver e não viver para trabalhar. Algumas pessoas são workaholic, viciadas em trabalhar. Sonham, almoçam e respiram trabalho. Elas têm tempo para tudo menos para elas.

O padrão de qualidade de vida.

Quem é exigente com a qualidade dos produtos, mas não com a sua qualidade de vida, trai a sua própria felicidade...

Todos nós devemos melhorar nossa qualidade de vida para sermos felizes.

A sociedade moderna se tornou uma fábrica de estresse. E você vive nesse mundo! O que fazer?

Viver como ermitão isolado do mundo não adiantará, pois levaremos nossos problemas aonde formos. Refugiar-se no álcool e nas drogas, como muitos jovens fazem, só expande a miséria e destrói a vida. Se esconder, como muitos adultos, atrás da conta bancária e do status social e fingir que nada está acontecendo, é fugir da realidade.

Não há milagre para transformar a personalidade, mas treino. Cada lei só será útil se sair das páginas impressas deste livro e for inscrita nas páginas do seu coração. Leia e releia-as. Elas não anulam a necessidade de um tratamento, quando este for necessário. Mas sua prática previne e contribui para a resolução dos transtornos psíquicos.

Considerações.

O livro mostra a direção, mas só você pode caminhar. Quem viver essas leis revolucionará a sua qualidade de vida.

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode evitar que ele vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

Gostaria que você lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um ator da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. 
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar que “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja a amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que...
Se feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.


JAMAIS DESISTA DE SI MESMO
JAMAIS DESISTA DAS PESSOAS QUE VOCÊ AMA.
JAMAIS DESISTA DE SER FELIZ, POIS A VIDA É UM ESPETÁCULO IMPERDÍVEL.
E VOCÊ É UM SER ESPECIAL.




(Retirado do Livro As Dez Leis Para Ser Feliz, autor Augusto Cury)

PS. Nos próximos posts resumirei cada uma das 10 leis.

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.