quinta-feira, 3 de abril de 2014

4 Estações - 4 Evangelhos

“Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como de trigo, ou de outra qualquer semente. Mas Deus dá-lhe o corpo como quer, e a cada semente o seu próprio corpo.” - 1 Coríntios 15:35-38

As estações do ano são quatro evangelistas, cada uma delas com o seu testemunho para proferir a nós.

Será que o verão não nos fala da bondade de Deus, da riqueza da sua graça, da generosidade pródiga com a qual ele tem o prazer de abastecer a terra, e não apenas com alimentos para o homem, mas com delícias tanto para o ouvido, com pássaros melodiosos, como para os olhos na bela paisagem, e as flores de várias tonalidades e aromas para o olfato?

Você nunca ouviu falar a voz mansa e delicada do outono, que carrega os campos de trigo e sussurra para nós no farfalhar das folhas murchas? Ele nos convida a nos preparar para morrer. "Tudo o que existe" - diz o outono - "se desvanece como uma folha", e " todas as nossas justiças como trapo da imundícia."

Em seguida, vem o inverno, coroado de neve, e ele troveja um mais poderoso sermão, que, se quisermos e pararmos para ouvir de fato, poderia nos impressionar com os terrores da vingança de Deus em sua santidade absoluta, e vamos ver como em um curto período de tempo, Ele pode tirar a terra de todas as suas brincadeiras e entretenimentos sem fim, belezas... e revesti-la de tempestade, quando vier julgar a terra com justiça e os povos com equidade.

Mas me parece que a primavera nos lê um mais excelente discurso sobre a grande doutrina da revelação. Este mesmo mês de abril (Primavera na Inglaterra), que, se não for a própria entrada da primavera, mas certamente nos apresenta a plenitude dela; este mesmo mês, tendo por seu nome o título do mês de abertura, nos fala da ressurreição. Como quando atravessamos os nossos jardins, campos e bosques, temos visto as flores, gomos prontos para estourar sobre as árvores e os frutos - flores apressando-se a desdobrar-se, vemos as flores enterradas subindo do solo, e elas nos falaram com doce, doce voz, as palavras : "Tu também deves subir novamente, tu também serás sepultado na terra como sementes que se perdem no inverno, mas tu subirás novamente, e viverás e irás florescer em uma nascente eterna".

Meditação sugerida: Só um tolo ignora as lições da criação - Romanos 1:20-22:

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” - Romanos 1:20-22

Leitura sugerida: Lucas 21:25-33:

“E haverá sinais no sol e na lua e nas estrelas; e na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima. E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; Quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.” - Lucas 21:25-33

Charles H. Spurgeon - 01 de abril (1860) - Sermão nº 306


A Graça e a Paz do Senhor Jesus.