quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Dependência de Deus

Em II Crônicas 20 lemos que os amonitas, inimigos do povo de Deus, se levantaram com afrontas e ameaças contra Judá. O rei Jeosafá nos dá uma lição de dependência de Deus.

1- Ao ser afrontado, ele pôs-se a buscar ao Senhor e chamou todos a fazerem o mesmo. Ele não se apoiou em suas próprias forças e estratégias. Ele sabia que só Deus poderia livrá-los. E a mobilização de todos foi maravilhosa! 

“Então Josafá teve medo, e pôs-se a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá. E Judá se ajuntou para pedir Socorro ao Senhor; de todas as cidades de Judá vieram para buscarem ao Senhor”. Versos 3 e 4.

E : “Porque nós não temos força para resistirmos a esta grande multidão que vem contra nós, nem sabemos o que havemos de fazer; porém os nossos olhos estão postos em ti” Verso 12.

E: “E todo o Judá estava em pé diante do Senhor, como também os seus pequeninos, as suas mulheres, e os seus filhos” Verso 13.

2- É lindo ler as palavras da oração de Jeosafá. Ele começa exaltando ao Senhor. Creio que O louvamos porque Ele é digno, mas não é Deus quem precisa ser lembrado de quão maravilhoso Ele é. Quando O exaltamos com nossas palavras, nós é que somos fortalecidos em nossa fé, colocando nossos olhos não nas afrontas do inimigo, mas na grandeza do nosso Deus todo poderoso.

“Senhor, Deus de nossos pais, não és tu Deus no céu? E não és tu que governas sobre todos os reinos das nações? e na tua mão há poder e força, de modo que não há quem te possa resistir” Verso 6.

3- Jeosafá continua orando, recordando as promessas do Senhor. Outra vez, acredito que Deus não Se esquece do que nos falou, mas nós é que, ao proclamarmos Suas promessas, somos edificados para lutar por elas, esperar por elas, crer até que se cumpram e ficar firmes quando parecem estar sendo abaladas ou ameaçadas.

“…nosso Deus, não lançaste fora os moradores desta terra de diante do teu povo Israel, e não a deste para sempre à descendência de Abraão, teu amigo?” verso 7.

4- Jeosafá também recorda a aliança e a consagração de seu povo a Deus. Eles tinham um compromisso com Deus, e criam que Deus jamais os desampararia. Podemos crer que se andamos em Sua Presença, Ele também sera nosso Socorro bem presente na angústia.

“E habitaram nela, e nela edificaram um santuário ao teu nome, dizendo: Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de ti, pois teu nome está nesta casa, e clamaremos a ti em nossa aflição, e tu nos ouvirás e livrarás” verso 8 e 9.

5- Gosto muito da parte em que o Espírito do Senhor vem e Se manifesta na congregação através da palavra profética. A resposta que Josafá e o povo precisavam veio da boca de Deus através de Jaaziel:

“e disse: Dai ouvidos todo o Judá, e vós, moradores de Jerusalém, e tu, ó rei Jeosafá. Assim vos diz o Senhor: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, porque a peleja não é vossa, mas de Deus. Amanhã descereis contra eles; eis que sobem pela ladeira de Ziz, e os achareis na extremidade do vale, defronte do deserto de Jeruel. Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados e vede o livramento que o Senhor vos concederá, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor está convosco” Versos 15, 16 e 17.

Uau! Que consolação! Que confiança! Podemos sair para a batalha firmados na Palavra específica e revelada do Senhor! Eu também tenho expectativa por ouvir Deus falando comigo em minhas lutas, através da Palavra profética. Amo quando isso acontece. Pode ser em um sermão, quando o pregador nem imagina, mas fala diretamente comigo. Uma pequena frase e me vale o culto inteiro! Ou mais lindo ainda, quando uma pessoa, também sem saber das circunstâncias, entrega uma mensagem do céu diretamente para o meu coração. Nesses dias de jejum, já recebi uma Palavra assim. Aliás, foi em Miami, na minha estadia preparada por Deus devido à perda do vôo, a situacão de enfermidade do Isaque. Hospedados na casa dos amigos Sara e Joshua, participamos de uma reunião de oração. Ali, sem saber, enquanto a Pra Martha orava por mim, uma frase que ela proclamou foi revelada para o meu coração. Minha volta ao Brasil será marcada por uma “unção sem limites”. Aliás, a mesma Palavra me foi entregue na reunião de despedida em minha casa em Dallas, quando irmãos e amigos oraram por nós. Uma irmã que eu não conhecia e que estava ali, veio e me disse: “Ana, não entendo, mas o Senhor me manda lhe dizer “Sem restrições”. Para mim, “Unção sem limites” e “Sem restrições” se tornaram promessas, respostas, e direcionamento nesse novo tempo de volta ao Brasil. Aleluia.

Apesar de haver riscos de decepções com falsas “palavras proféticas”, a Bíblia nos ensina a não desprezarmos as profecias (ITe 5:20). E podemos julgá-las, sabendo que Deus sempre falará através de alguém aquilo que nos consola, conforta e exorta, confirmando o que já tem falado em nosso próprio coração.

6- Sob a Palavra profética, Jeosafá saiu para a guerra, de maneira totalmente louca para a mente humana, natural e carnal. Mas ele sabia que só teria que ver o que o Senhor iria fazer. Somos testemunhas, ou seja, vemos o que Deus faz, e tudo é para a Sua glória. Já que não eram eles quem iriam derrotar os amonitas, as armas que usaram não foram espadas e lanças, mas o louvor!

“Tendo ele tomado conselho com o povo, designou os que haviam de cantar ao Senhor e louvá-lo vestidos de trajes santos, ao saírem diante do exército, e dizer: Dai graças ao Senhor, porque a sua benignidade dura para sempre. Ora, quando começaram a cantar e a dar louvores, o Senhor pôs emboscadas contra os homens de Amom, de Moabe e do monte Seir, que tinham vindo contra Judá; e foram desbaratados”. Versos 22 e 23

Cantando! Tocando seus instrumentos! Dando graças ao Senhor e declarando que Sua bonade é eterna! Assim eles venceram! E hoje nós também podemos crer que, nas nossas batalhas, enquanto louvamos a Deus o Senhor desbarata nossos adversários! (Lembrando que “nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra principados e potestades, poderes dominadores dos ares nas regiões celestes” Ef 6:12). Já imaginou que poder há quando, diante de uma afronta do inimigo abrimos a boca ou enchemos nosso coração com louvor? Imagine o poder liberado por uma mãe, uma dona de casa, na sua cozinha, louvando a Deus sobre as circunstâncias que ameaçam a vida espiritual de seus filhos, seu casamento, sua família? E o poder liberado pelo louvor de um jovem no trabalho, ou na escola, diante de tentações e ameaças do inimigo? Ah… se soubéssemos o poder que está disponível através de nossa adoração…

Por Ana Paula Valadão Bessa, via Blog dos Bessa.

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.