quarta-feira, 25 de maio de 2016

A Raíz do Medo

Continuando com o Tema As Raízes do Engano...

A vida de muitos cristãos é completamente cheia de medos. Vivem atormentados com medo de Deus não ouvir a sua oração.  Todo o medo é proveniente da falta de conhecimento do quanta  somos  amados.

O amor é definido no Novo Testamento não como o nosso amor a Deus, mas O eu amor por nós. Temos ouvido muitas pregações dizendo que temos de amar a Deus. Mas como podemos fazer isso? Se for apenas um mandamento jamais conseguiremos cumpri-lo.


Precisamos ter os olhos abertos para perceber que o ponto central é o amor de Deus por nós, e não o nosso amor por Ele [1Jo  Ll.10]. Quando entendemos que somos amados, mais nós O amamos. apostolo João era o discípulo a quem Jesus amava. Ele se identifica dessa forma no seu evangelho.

Na ultima  ceia, o  Senhor  disse que um deles o trairiaPedro representa aqueles que se apoiam em seu próprio amor pelo Senhor e ele rapidamente disse: "Por ti darei a própria  vida"  [Jo 13.37-38).  João, porém, estava  reclinado no peito do Senhor e perguntou quem era o traidor  [Jo 13.23].  Somente  João soube quem trairia  a Jesus.
Aquele que se gloriava no seu amor pelo Senhor pediu para aquele que se gloriava em ser amado pelo Senhor. São dois estilos de vida. Dois tipos de ministérioNo fim, João estava ao pé da cruz, mas Pedro negou a Jesus.
Não confiamos  em  nosso próprio amor pelo Senhor, mas descansamos no seu amor  por nós. O nosso  pprio amor e lei, mas O seu amor  e graça. Por isso, precisamos entender a diferea entre a lei e a graça. A lei condena o melhor de nós, mas a graça perdoa o pior entre nós.
No Monte Sinai, o Senhor mandou tirar as sandálias dos pés porque aquele era um  lugar santo. Mas, na Parábola do Filho Pdigo, o pai mandou que se colocassem as sandálias nos pés do filho que estava perdido e foi achado.
Na Parábola do Filho Pródigo, o pai nem mesmo cum­priu a lei. Pela lei, ele deveria entregar o seu filho rebelde aos anciãos para ser apedrejado. Mas, em vez dissoele correu e o abraçou e beijou [Dt 21.18-21].
Ele não quer nos condenar.  s amamos simplesmente porque somos amados [1Jo Ll.17-19]Precisamos nos alimentar do amor de Cristo todos as dias para vencermos todo medo.
No Velho Testamento, quando alguém ia oferecer uma oferta pacífica, normalmente era um cordeiro. Desse cor­deiro, eram separados o peito e a coxa, que eram assados e dados ao sacerdote,  o peito era movido diante do Senhor e simboliza o amor de Cristo. A coxa é a parte mais forte,  representa o poder de Cristo e deveria ser aada diante  de Deus. Quando temos  uma  oferta  movida  e outra  levantada, temos a Imagem da cruz [Nm 18.11-12]Esta é a nossa comida, pois somos os sacerdotes do Novo Testamento e nos alimentamos  do peito, ou seja, do amor do Senhor, e também da sua coxa, que é o seu poder. Isso porque nos alimentamos de Cristo.
Vencemos o diabo quando descansamoe sabemos que somos amados pelo Pai. No dia do batismo, céu se abiu para Jesus e o Pai declarou: "Este é meu Filho ama­do, em quem tenho todo o meu prazer". Ate esse momento, Ele não tinha feito coisa alguma, nenhum milagre, mas já era amado. Assim  como  Ele, nós não somos amados por­ que fizemos algo, mas unicamente porque somos filhos.

Logo em seguida, o Senhor é levado ao deserto para ser tentado pelo diabo. Nesse ponto, o inimigo diz: "Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães". Veja que ele não disse: "Se você é um Filho amado da Deus, manda ..." Ele omitiu o amado  porque sabe que, quando entendemos que somos amados, a tentação perde completamente o  poder.

Você nunca saberá o quanto Deus o ama até entender o quanto o Pai ama a Cristo. E quando você perceber o quanto Cristo é amado, mas ainda assim Deus Pai o entregou para ter você. Quando entendemos  quão somos  amados, a fé pode fluir livremente (GI 5.6).

(Palavra ministrada no dia 14/05/16, pelo Pr. Aluízio Silva - Igreja Videira)

A Graça e a Paz do Senhor Jesus.